Prefeito toma medidas drásticas e gera polêmica em Borrazópolis

Adilson Lucchetti, prefeito de Borrazópolis

O prefeito de Borrazópolis, Adilson Luchetti (PSB), o Didi, anunciou nesta semana algumas medidas de contenção de gastos que estão gerando muita polêmica na cidade. Entre elas a suspensão do transporte escolar no período da tarde, com a transferência de alunos para o turno da manhã, demissão de servidores comissionados e corte de gratificações e horas extras no quadro geral do funcionalismo.

Segundo ele, essas providências são necessárias para que a administração municipal possa manter o controle efetivo das finanças públicas, conforme recomenda a Lei de Responsabilidade Fiscal, e para evitar que o Município chegue ao caos financeiro como tem ocorrido com outros como se vê pelo Brasil.

“Ou a gente toma as medidas agora ou teremos uma prefeitura quebrada dentro de pouco tempo”, alerta Didi. “Se isto acontecer, quem será prejudicada é a população, que não terá um serviço de qualidade como está tendo hoje”, afirma. Segundo ele, esta situação crítica está ocorrendo em função da queda da arrecadação, das dívidas com precatórios e do alto custo de manutenção dos serviços prestados à população.

“A situação é tão grave que dá vontade até de renunciar e cuidar melhor da minha vida, mas não posso fazer isso, não posso transferir os problemas do município para outro”, pondera.

Didi observa que vem pagando uma média de R$ 110 mil por mês de precatórios e acreditava que, com o parcelamento até 2014, o valor cairia para R$ 60 mil, porém este sistema foi alterado de uma hora para outra. “Se continuar do jeito que está a parcela vai subir para R$ 150 mil”, afirma Didi, lembrando que assumiu o município com R$ 8,8milhões de precatórios e já quitou R$ 3 milhões, restando ainda R$ 5,8 milhões.

Com relação à folha salarial, o prefeito assinala que os gastos já estão em 56,98% do orçamento, bem acima do limite prudencial de 51,30%. O gestor e o Município correm risco de sanções por parte do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR).  Didi informa que fez nesta segunda-feira uma reunião com todos os servidores e expos a situação, além de destacar a necessidade de demitir comissionados e cortar gratificações e horas extras. Essas medidas devem valer a partir de março. A meta é reduzir o volor da folha em R$ 40 mil a R$ 60 mil.

Transporte escolar
Já com relação ao transporte escolar, o prefeito explica que existem hoje sete linhas de ônibus transportando em média 50 alunos no período da tarde. Tem linha com apenas cinco alunos num trecho de vinte quilômetros. Segundo ele, no ano passado o governo do Estado repassou R$ 98 mil para o transporte escolar e o governo federal, R$ 22 mil. A Prefeitura teve que disponibilizar mais R$ 513 mil para cobrir os gastos. “Esta é uma situação que precisa ser readequada e é o que estamos fazendo”, diz Didi.

Nesta sexta-feira, às 10 horas, está marcada uma reunião do prefeito com representantes dos bairros atendidos pelo transporte escolar, com pais de alunos e com vereadores para discutir uma nova saída. “De antemão já aviso que não tem como voltar atrás”, declara Didi, acrescentando que não está preocupado politicamente com a impopularidade das medidas adotadas.

Fonte Edison Costa/TN, TNOnline

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