Vigilância Sanitária de Ivaiporã alerta sobre infestação de caramujo africano

Vigilância Sanitária de Ivaiporã alerta sobre infestação de caramujo africano - Foto: Reprodução

Introduzido no Brasil com fins comerciais, o Achatina Fulica, denominado vulgarmente de ”caramujo africano” se tornou uma praga. Em Ivaiporã (norte do Paraná), por exemplo, o grande volume de chuvas registrado nas últimas semanas trouxe à tona o problema e vários moradores vem se deparando com o molusco que se reproduz rapidamente e pode transmitir doenças. A Vigilância Sanitária (Visa) alerta a população sobre os cuidados que se deve tomar e orienta como evitar a proliferação.

O inspetor da Visa, de Ivaiporã, Antônio Gonçalves, afirma que o caramujo africano representa ameaça tanto ao meio ambiente – como a espécie não tem predador natural se prolifera com rapidez – quanto à saúde. “Existe registro de um tipo de verminose transmitido pelo caramujo que perfura o intestino, causando dor abdominal aguda”, relata o inspetor.

A reportagem acompanhou ontem uma vistoria em um terreno baldio abandonado na Rua Amazonas, na área central da cidade. “Infelizmente, o descaso do proprietário do terreno está tornando o lugar um depósito de lixo irregular contribuindo para a proliferação do caramujo”, afirma.

O risco à saúde está relacionado à ingestão de alimentos contaminados pelo caramujo. “Por isso, cada vez mais é importante lavar bem as hortaliças e deixá-las de molho em uma solução clorada [uma colher de sopa de água sanitária diluída em um litro de água filtrada] por cerca de 30 minutos, antes de serem consumidas”.

Gonçalves destaca que, como medida de prevenção, o primordial é manter os quintais e terrenos sempre limpos. Onde houver foco, fazer a catação utilizando-se luvas de borracha ou sacos plásticos para a proteção das mãos. Recolher também os ovos que permanecem semienterrado. “Os caramujos e ovos recolhidos devem ser esmagados, cobertos com cal virgem e enterrados a fim de evitar a contaminação do lençol freático” relata.

Também não se deve jogar os caramujos em rios, lagos, lagoas, córregos, açudes, pois eles sobrevivem 48 horas na água, e irão se proliferar em outros locais. A melhor ocasião para capturar os moluscos é no crepúsculo ou nos dias nublados e chuvosos, pois é quando saem de seus abrigos em maior número.

INFESTAÇÃO

O caramujo africano chegou ao Brasil em 1988 e foi comercializado em uma feira agropecuária em Curitiba. Era promessa de lucro fácil, já que a espécie substituiria o escargot francês. No entanto, com o tempo, verificou-se que o mercado não se interessou pelo produto.

O caramujo adulto é escuro e tem carapaça listrada, e chegam a medir 15 centímetros de comprimento por oito de largura e pesar 200 gramas. O caramujo traz uma série de prejuízos para agricultura. Eles se alimentam de grande variedade de culturas comerciais plantas incluindo banana, árvores frutíferas e até grãos armazenados.

Por Ivan Maldonado, TNOnline

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