Café: Conab apresenta estudo sobre custo de produção e rentabilidade

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A produção de café no Brasil tende a um aumento da participação das operações e aluguel de máquinas nos custos de produção, principalmente em virtude do emprego da mecanização e consequente redução da mão de obra. Além disso, os fertilizantes têm participação média de 18,45% nos custos operacionais e observa-se a tendência de crescimento dos agrotóxicos nos gastos do produtor. Essas constatações, entre outras, fazem parte do estudo “A Cultura do Café: Análise dos Custos de Produção e da Rentabilidade nos Anos-Safra 2008 a 2017”, divulgado nesta terça-feira (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O estudo mostra, entretanto, que ao se comparar a evolução dos custos de produção da cafeicultura às do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pode-se verificar que, no geral, os preços dos itens relacionados a operações com máquinas, mão-de-obra, beneficiamento, agrotóxicos e despesas financeiras tiveram comportamento superior ao do índice de inflação.

Em relação à rentabilidade, a Conab destaca os resultados positivos apurados no último ano-safra, em todas as localidades analisadas. “As margens bruta e líquida, a análise quantitativa, os indicadores e os preços de equilíbrio refletem principalmente o momento de alta nos preços recebidos pelo produtor”, informa a estatal.

A rentabilidade do café arábica em Luis Eduardo Magalhães (BA) e Cristalina (GO) é positiva em praticamente todos os anos analisados. “Percebe-se que o pacote tecnológico utilizado, a produtividade decorrente e os preços recebidos explicam o resultado apurado”, relata a Conab, no estudo.

Em Patrocínio (MG) e São Sebastião do Paraíso (MG), o comportamento da rentabilidade é semelhante. Na série analisada, os resultados positivos em 2011 e 2012 se repetem de 2014 a 2016. No caso de Franca (SP) e Londrina (PR), a recuperação positiva se dá a partir do ano de 2014, quando se percebe aumentos nos preços recebidos pelo produtor do café arábica.

Os produtores de café arábica de Venda Nova do Imigrante (ES) somente tiveram resultados positivos em dois dos nove anos analisados (2012 e 2016). Os preços recebidos pelo produtor são, em parte, os responsáveis pelo resultado.

Os produtores de café conilon (robusta) de Pinheiros (ES) tiveram resultados positivos em praticamente toda a série analisada. A boa produtividade e os preços recebidos foram essenciais nos Resultados.

O café conilon em Rondônia, entre 2008 e 2013, foi produzido utilizando método de plantio menos tecnificado, com baixa produtividade, que produzem reflexos na rentabilidade, levando prejuízo ao produtor em três dos seis anos analisados. Com a mudança radical no pacote tecnológico ocorrido a partir da safra de 2015, houve forte aumento na produtividade e na rentabilidade dos produtores.

O estudo indica que a produtividade é parte responsável pela melhoria dos indicadores. “É um fator em que o produtor pode realmente exercer maior influência, dadas as condições edafoclimáticas dos diferentes locais analisados, em função deste ser um tomador de preços”, conclui a Conab.

Fonte AgEstado

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