Família Beltrame, em Pinhão (PR), aposta no morango como diversificação de renda

O vale onde se localiza a propriedade da família Beltrame, na região conhecida como Guarapuavinha, em Pinhão (Centro-Sul do Paraná), ganhou uma nova paisagem nos últimos meses, desde que os irmãos Jonatah Marin e João Artêmio Marin Beltrame, que por formação são engenheiro agrônomo e médico veterinário, respectivamente, apoiados pelas esposas Marcielly Moreira e Fernanda Nesi, decidiram diversificar as atividades com a produção de uma saborosa e delicada fruta, presente em inúmeros momentos da culinária brasileira: o morango.
Matéria prima de delícias como bolos, tortas, doces, saladas e muitas outras guloseimas, essa frutinha de cor avermelhada e de certa forma desejada pelo seu paladar requintado, promete fazer a diferença nos negócios da família, que investiu na nova atividade apoiada por linhas de crédito fornecidas pela Credicoamo Crédito Rural Cooperativa.
 Os irmãos revelam que a ideia surgiu a partir do momento que herdaram a propriedade do pai (in-memoriam), quando tiveram de buscar alternativas de otimização e geração de lucro para a pequena área. “Nosso pai produzia gado de corte e um pouco de agricultura. Como aumentou o número de pessoas que dependiam da mesma área precisávamos encontrar alternativas, e a minha cunhada [Marcielly] pesquisou e encontrou na diversificação com o morango a saída que buscávamos”, conta João Beltrame.
 Numa pequena área de 1,785 m2 (aproximadamente 0,2 hectares) eles construíram a estufa que abriga hoje 20 mil plantas de morango, que já estão produzindo e gerando lucro. “Cada planta produz em média 1,2 quilos por ano. Se essa nossa expectativa se confirmar e os preços de mercado que estamos comercializando se manterem, o investimento que fizemos, vamos tirar logo neste primeiro ano de implantação”, afirma Jonatah, lembrando que a produção já tem destino certo. “Estamos entregando os morangos em supermercados aqui de Pinhão, Guarapuava e região que estão absorvendo toda a demanda”, observa.
Cultivados no sistema semi-hidropônico e com férti-irrigação, cobertos por estufa, a produção é variável e perene. “Tem picos de produção e fases de baixa produtividade, mas temos produção o ano todo, dependendo da condição climática de temperatura. Quando está mais quente produz menos e madura mais rápido, e quando o clima é mais ameno estimula a florada, produzindo mais”, conta João.
Felizes com os resultados os Beltrame já planejam aumentar o investimento e a produção no futuro. “Estamos contentes e pensando em aumentar a produção construindo mais uma estufa. Vamos aumentar a renda e também o serviço”, brinca Jonatah, valorizando o trabalho de toda a família. “Todos aqui colocam a mão na massa, mas principalmente nossas esposas [Marcielly e Fernanda], que fazem a colheita diária e tomaram frente de grande parte de toda a operação por aqui. No entanto, todos nós ajudamos com o objetivo de ver o negócio prosperar”, diz.
Fonte Coamo

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